A noite perfeita (??)


Páginas da Vida ¿ papéis reais de vidas anônimas


Hoje inicio, aqui, uma sessão de história reais, que nem sempre aconteceram comigo, mas que me chamaram a atenção de alguma forma. Toda vez que virem Páginas da Vida- pepéis reais de vidas anônimas logo embaixo do título, esperem para ler uma dessas histórias que estarei contando a vocês. Tudo começou com este causo que lhes contarei a seguir. Sim, ele aconteceu comigo semana passada e apesar de ter me causado grandes transtornos, fez muito sucesso. Daí me chegaram outros causos, que fui anotando e arquivando e resolvi abrir este parêntese, de vez enquando no meu blog, para vocês se divertirem, pois se a gente parar pra pensar a nossa vida daria uma bela COMÉDIA.

Chegou do trabalho correndo para render o marido que estava com o bebê, para que ele pudesse ir dormir na clínica do sono e descobrir - ou tentar - por que roncava demais.
Tudo pelo social! Afinal ela, depois que tivera o bebê, não conseguira dormir uma noite inteira sequer: quando não era por conta do bebê, que acordava vez ou outra no meio da noite, era por conta do ronco do marido.
Descobrir o motivo de ter um serrote na garganta e sanar o problema era essencial para que ela voltasse a dormir em paz, já que o bebê dormia à noite toda há uns 15 dias.
Pegou o bebê, se despediu do marido e foi fazer a rotina do sono com o pequeno. Maravilha! Acabou adormecendo fácil, fácil. Ela saiu do quarto, olhou no relógio e se espantou quando viu que ainda eram 8:30 da noite. Tudo dava a entender que aquela seria uma bela noite de sono como há muito não tinha.
Tomou aquele banho, vestiu a camisola, se aninhou entre os travesseiros e ligou a TV no futebol. Ah, futebol era tudo de bom...pra dormir! O sonífero perfeito entre 4 linhas, 22 malucos correndo atrás de uma bola, com uma porção de regras impossíveis de serem entendidas pelo cérebro feminino.
Dormiu em 10 minutos.
Lá pelas tantas o cachorro começa a chorar. Ela acorda, faz um carinho no bicho e coloca ele para dormir e se deita novamente.
A TV já tinha sido desligada pelo timer e ao deitar ela ouve um som diferente:
- Tec, tec, tec, tec - um barulhinho ritimado, como um coração, mas vinha do piso do quarto ¿ tec, tec, tec...
Ligou a luz e viu uma poça d¿agua no chão. Olhou para o teto e descobriu UMA GOTEIRA.
Ela morava no 6º andar de um prédio de 6 andares e o condomínio estava reformando a cobertura: impermeabilizando o piso, alguém disse. Certamente não tinham imperbeabilizado o pedaço que ficava justamente ao lado de sua cama, ainda.
Olhou para o relógio e constatou que ainda havia muita noite pela frente antes que alguém pudesse enxergar algo na cobertura do prédio e sanar o problema, pois ainda eram 11 horas.
Mesmo assim ligou para a síndica que apareceu em seu apartamento em 20 minutos com uma prancheta e uma porção de azulejos de cores diferentes nas mãos e um membro do conselho da obra.
Constataram o problema e disseram o óbvio: que nada poderia ser feito antes da manhã seguinte. A síndica anotou algo na prancheta e começou a tagarelar, com o membro do conselho, sobre os azulejos que iriam ser colocados na piscina.
Ela que já vinha com mais de uma ano de sono atrasado concordou com tudo: cavalos marinhos, ondas do mar, golfinhos, baleias...tudo o que ela quisesse desenhar no fundo da piscina estava ótimo, desde que ela fosse embora e a deixasse dormir.
Quando finalmente a síndica concluiu seu surto criativo e resolveu ir embora, ela voltou para sua goteira.
Deitou na cama, se aninhou , mas o ¿tec, tec¿ não a deixava dormir. Era inacreditável. Antes de ter o bebê, podia cair a maior tempestade de raios e trovões e os vizinhos podiam dar festas de arromba memoráveis, que nada abalava seu sono. Agora, umas simples gotinhas eram as vilãs de uma noite insone.
Ligou novamente a TV e foi assistir qualquer coisa até que esquecesse o barulho da goteira e caísse no sono.
Dormiu recostada em 2 grandes travesseiros com os braços erguidos atrás da cabeça. Dormiu, não...desmaiou de cansaço. Acordou às 6 horas da manhã com o bebê lhe chamando.
Quando foi tentar se levantar os braços continuavam atrás da cabeça.... braços? Que braços? Eles estavam adormecidos e ela não conseguia se mover.
Começou a conversar com o bebê para que ele não se sentisse só e lutou desesperadamente com o tronco para que voltasse a sentir os braços. Três minutos de desespero absoluto se sentindo o próprio ¿o cotoco¿.
Quando os braços voltaram a existir e tentou se levantar, um tranco de dor a fez sentar na cama novamente. Não conseguia mover o pescoço. Como tinha dormido 5 horas na mesma posição, além de ter, momentaneamente, perdido os braços, ganhou um belo torcicolo.
Foi ao encontro do bebê parecendo o robocop e mal conseguiu pegá-lo no colo e trocar-lhe a fralda.
Dali a pouco entra o marido, que certamente, mesmo dormindo cheio de fios, tinha tido uma noite melhor que a sua dizendo:
- Bom dia, amor!
- Bom dia pra quem? ¿ movimentando o corpo todo para vê-lo.
- Mas essa não era para ser a sua noite perfeita?
- E foi... de perfeito caus!


É, minha gente, não se pode ter tudo!!!

Escrito pela empapelada - em 9.10.06 às 6:25 PM


Devedora



Devo não nego, pago quando puder... e se puder.
Ta aí um papel que a gente já nasce com ele e sempre terminamos nossa vida sem pagar metade das dívidas.
Eu devo ao banco (e quem não deve?);
devo horas de trabalho (essa eu tô pagando agora...eca!);
devo votar (e fui votar na marra, quase coloquei o nariz de palhaça na cara);
devo educar minha filha (a dívida mais injusta e ingrata da face da terra, pois a gente sempre vai errar e sempre vai ter alguém pra apontar o dedo na nossa cara e dizer onde a gente errou);
devo amor ao meu marido (dívida deliciosa de pagar, heim?);
pagar pontos da dieta quando como demais (esta é dureza de pagar, mas vale à pena).

E a enumeração das dívidas é infinita...Tô quase mudando o nome do blog para minhas dívidas - me sinto um livro caixa.
Esse negócio de dever é um problema, pois se a gente deve, tem sempre alguém pra cobrar a dívida e tem dívidas que não tem cobrador que bate a porta ou toca o telefone. O tempo é o mais implacável e o mais certo dos cobradores, uma hora ele chega e a gente não tem como escapar!

Exemplo? Ta aí...
Sabe aquela pastinha de documentos (que por sinal eu odeio arrumar)? Aquela que gente sabe que não vai precisar nunca, mas que precisa estar organizada pra o caso de precisar, mas que você sempre adia?
Pois é... um dia, a gente precisa daquele documento, que estaria guardado na pasta a quase 4 anos (eles devem ser guardados por 5) e você corre na pasta, porque é urgente e cadê? Ele não está lá...
Mas como não está? Ele não deveria sair daqui... será que cansou de ficar guardado dentro da pasta dentro do armário e foi tomar um ar em cima da prateleira do escritório?
E você começa a procurar DESESPERADAMENTE porque é pra ontem o bendito documento.
Depois de revirar todas as prateleiras do escritório, e os armários também, e não encontrá-lo, a gente dá uma olhada em volta e descobre o preço da dívida de não ser organizada e se pergunta: POR QUE CARGAS D'AGUA EU NÃO PAREI PRA ARRUMAR A PASTA INFELIZ?
Aí a dívida está triplicada, eu, que tenho pavor de organizar esses papéis, agora tenho que arrumar a pasta (para da próxima vez que precisar achar um documento inútil estar fácil), arrumar o escritório (que mais parece que teve baile de carnaval de tanto papel de todas as cores e tamanhos espalhados por ele) e achar o documento, onde quer que ele esteja escondido.
Ah, e não é só ilsommmmmmmmmmm... se o papel procurado era o carnê de uma prestação paga,ou de um imposto devido, que temos que comprovar o pagamento...ah, amigo, TE VIRA PRA ACHAR, VIRE-SE NO COMPROVANTE SE PRECISO FOR, se não ganhamos outra dívida e agora das que dói no bolso$$$$$. (ouviu o barulho da caixa registradora, né?)

Ainda tem daquelas dívidas que a gente assume porque quer e depois não sabe o que fazer com elas.

Promete pra aquele sobrinho que vai levá-lo ao parque de diversões, só pra ele calar a boca e deixar a gente ver TV e o pestinha, toda vez que te encontra, resolve cobrar:
-Tia, quando é que você vai me levar no parque, heim, heim?

Minha Avó, quando viva, pagou 20 anos o carnê do baú do Silvio Santos. Depois de tantos anos de contribuição começou a ficar indignada, pois nunca atrasava o pagamento e nunca havia sido sorteada pra nada (e ele dizia que para ir ao programa tinha que estar com o carnê em dia - provavelmente ela era mais organizada que eu e os tinha guardadinhos dentro daquela pastinha. Imagina ser sorteada depois de 64513167457 anos e perder justo o último carnê pago no meio dos outros papéis desarrumados. Não, certamente ela era organizada nisso, por favor! Não herdei isso da vovó, certamente) .
Sempre que podia ir trocar os pagamentos feitos por produtos das lojas do baú, as coisas pelas quais ela podia trocar, ela não queria ou não valiam à pena.
No final das contas ela nem sabia mais pra quê pagava o carnê, mas continuava pagando...

Então é isso, caros amigos devedores. Contem-me quais as dívidas que vocês têm.

Escrito pela empapelada - em 3.10.06 às 11:17 AM


Crise de identidade:

Minha psicóloga disse que na vida temos de exercer vários papéis ao mesmo tempo: Mãe, mulher, amante, esposa, profissional... etc. Conclusão: sou uma resma!
Será que depois de exercer tantos papéis, posso mandar eles para a reciclagem?


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Coisinhas
Fazendo uma média:





Haja amor!


Hojé é:
e tanta coisa melhor pra fazer...

Será que alguém passa por aqui? Vamos ver:



Meu peso em:
17/08/06 - 87,0 kg - dif. 0,0
24/08/06 - 84,4 kg - dif. 2,6
31/08/06 - 83,9 kg - dif. 0,5
07/09/06 - 83,1 kg - dif. 0,8
14/09/06 - 82,5 kg - dif. 0,6
21/09/06 - 82,5 kg - dif. 0,0
28/09/06 - 81,9 kg - dif. 0,6
05/10/06 - 81,1 kg - dif. 0,8
Minha 1ª meta é: 69 kg.


Quem procura acha:




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